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O vereador Carlos Bolsonaro deve deixar o Republicanos para tentar a reeleição pelo PL, mesmo partido o pai e dos irmãos. Com a mudança esperada para a janela partidária de março, ele deve se tornar o novo presidente do diretório do partido na cidade do Rio de Janeiro.

A chegada no PL ocorre após as críticas públicas de Carlos ao presidente nacional da legenda, Valdemar Costa Neto, por ter elogiado o presidente Lula (PT) em um podcast. Na ocasião, Costa Neto disse que o petista era uma figura extremamente popular, de muito prestígio e que não se comparava a Jair Bolsonaro.

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A saída do Republicanos - e o ingresso no PL - foram tratados com o atual líder do partido na capital, o vice-prefeito Nilton Caldeira. As informações foram publciadas pelo Metrópoles.

Carlos Bolsonaro chega na nova sigla com o projeto de se tornar o vereador mais votado do Rio. A missão é ser reeleito para seu 7º mandato seguido, mas ele também deve coordenar a campanha do deputado e amigo pessoal, Alexandre Ramagem, à Prefeitura. 

O presidente do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, elogiou as gestões anteriores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e afirmou que "não há comparação" entre o petista e o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Em entrevista ao jornal regional O Diário, da região de Mogi das Cruzes e do Alto Tietê, o dirigente partidário disse que Lula tem "prestígio" e Bolsonaro, "carisma".

"Lula não tem comparação com Bolsonaro, completamente diferente. O Lula tem muito prestígio, não o carisma que Bolsonaro tem, mas tem popularidade, é conhecido por todos os brasileiros. O Bolsonaro, não, pois tem um mandato só", afirmou.

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A entrevista foi concedida ao jornalista Darwin Valente em 15 de dezembro de 2023 e o trecho no qual Valdemar elogia o presidente repercute nas redes sociais nesta sexta-feira, 12. Valdemar Costa Neto fez o paralelo entre os presidentes ao ser questionado sobre a diferença entre Lula e Bolsonaro.

"O Lula foi bem no governo, até elegeu a Dilma depois", disse Valdemar. "Se ele (Lula) errou em alguma coisa, tinha que ser julgado dentro da lei. O Moro errou, pois superou os limites da lei", afirmou o ex-deputado federal, afirmando que o ex-juiz Sérgio Moro, hoje senador do Paraná União Brasil, buscava projeção política para um projeto pessoal de se candidatar à Presidência. "Ninguém imaginava que o Moro queria ser presidente da República", disse o dirigente do PL.

Procurado, Valdemar reclama que a parte em que elogia Bolsonaro não consta no trecho que viraliza nas redes sociais e diz que não poderia faltar com a verdade sobre Lula. "Eu não ia falar uma mentira sobre o Lula, senão eu perco a credibilidade. É uma verdade: ele foi tão bem no governo que elegeu a Dilma. Tem gente da direita que não se conforma com isso, mas eu não posso falar mal de um presidente do qual participamos do governo", disse Valdemar Costa Neto ao Estadão.

De 2003 a 2010, o vice-presidente de Lula foi José Alencar, então no PL. O Partido Liberal incorporou, em 2006, o Partido de Reedificação da Ordem Nacional, o Prona, e passou a se chamar Partido da República (PR). A legenda permaneceu com esse nome até 2019, quando voltou a se chamar Partido Liberal.

Sobre "não haver comparação" entre Lula e Bolsonaro, o presidente do PL diz que não fazia um juízo de valor sobre os feitos das gestões. Segundo Valdemar, ele falava a respeito de dois tipos distintos de prestígio: o de Lula, líder com "popularidade", e de Bolsonaro, que tem "carisma". "Não existe no planeta Terra, hoje, um camarada com o carisma de Bolsonaro", afirmou o dirigente.

Lula tinha que ser julgado 'dentro da lei', diz Valdemar

De acordo com Valdemar Costa Neto, Lula foi condenado por um juiz que "superou os limites da lei" para "aparecer" e, agora, "irá pagar caro por isso". "Ele foi candidato a presidente, mas viu que não deu certo, caiu fora e foi candidato a senador", disse Costa Neto na entrevista ao jornal O Diário, relembrando a pré-candidatura frustrada de Moro à Presidência. Procurado pelo Estadão, Moro disse que não comentaria as declarações.

"Quer dizer: ele fez tudo aquilo pensando em ser presidente da República", afirmou Valdemar sobre a conduta do ex-juiz na Operação Lava Jato, ponderando que, agora, o preço a se pagar é ter o mandato cassado. O ex-ministro da Justiça do governo Jair Bolsonaro é investigado por abuso de poder econômico nas eleições de 2022.

O espólio de Moro já é discutindo entre dirigentes partidários do Paraná. A cassação do ex-juiz diz respeito à campanha para o cargo, e não ao exercício do mandato. Dessa forma, o destino do senador está nas mãos do Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) e, se a cassação for confirmada, haverá nova eleição para senador no Estado. O próprio PL de Valdemar, além do PT, discutem seus candidatos para o eventual pleito.

O presidente nacional do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, afirmou nesta segunda-feira (8), que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes se colocou como uma das vítimas da tentativa golpista de 8 de Janeiro, o que, segundo o político, o impediria de julgar as ações relacionadas ao ato.

No dia em que se lembra um ano da invasão das sedes dos Três Poderes, Valdemar fez uma publicação nas redes sociais intitulada: "O que penso sobre 8 de janeiro de 2023?". Na postagem, o político diz que Moraes "deixou de ser juiz" ao "revelar" que estava ocorrendo uma "conspiração". De acordo com o político, o magistrado se tornou parte do processo, o que segundo a Constituição Federal o impediria de julgar o processo.

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Ao jornal "O Globo", Moraes contou que havia ao menos três planos para prendê-lo no 8 de Janeiro, um deles, ele afirma, pretendia enforcá-lo na Praça dos Três Poderes, em Brasília.

"Será que temos um ministro que queria se proteger ou talvez se promover com esse julgamento? Será que, para se defender, começou a dizer o absurdo de que os manifestantes, munidos de pedaços de pau, queriam dar um golpe?", escreveu o presidente do PL.

"O dia 8/01/2023 nos revelou muita coisa, principalmente que um ministro que se assume como vítima deveria se afastar de casos assim e se defender, mas, em hipótese alguma, deveria julgar", concluiu.

Após Jair Renan Bolsonaro se tornar investigado pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), o presidente do Partido Liberal (PL), Valdemar da Costa Neto, afirmou a aliados que quer se distanciar "o máximo possível" das investigações contra o filho "04" de Jair Bolsonaro (PL). A informação é da colunista Andréia Sadi. 

Aos 25 anos, Renan tem salário mensal de R$ 9,5 mil pela atividade de assessor parlamentar em Santa Catarina. Ele integra o gabinete do senador Jorge Seif, que é do PL e também foi secretário de Pesca no Governo Bolsonaro. No entanto, a direção do partido não vê vantagem em comprar a briga pela defesa da imagem de Jair Renan. O 04 não possui mandato e nem teria potencial eleitoral que justifique o envolvimento da legenda. 

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Entre os filhos de Jair Bolsonaro, ele é o de menor protagonismo político e o mais afastado do interesse no Legislativo, diferente de Flávio, Eduardo e Carlos. É a segunda vez que Renan é investigado; antes suspeito de tráfico de influência, ele não foi defendido nem pelo pai. Tal investigação foi arquivada.

"O moleque tem 24 anos agora, acho que ninguém [aqui] conhece ele, vive com a mãe, há muito tempo está longe de mim, mas recebo ele de vez em quando aqui. Tem a vida dele, não sei se está certo ou se está errado, mas peço a Deus que o proteja", declarou Jair, o pai, à época. 

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O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, encontra-se, nesta quinta-feira (20), com o deputado federal licenciado Yury do Paredão (PL-CE) em Brasília. Nesta segunda-feira (17), Costa Neto pediu a abertura do processo de expulsão do parlamentar pelo diretório do partido no Ceará. Mesmo fazendo parte da legenda do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), Yury apoia ações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O parlamentar publicou fotos com o petista, viajou com ministros, fez o "L" e defendeu políticas do governo.

"Solicitei ao Diretório do PL no Ceará a abertura do processo de expulsão do deputado federal Yury do Paredão. Ao que tudo indica, o parlamentar licenciado parece não comungar com os ideais do Partido Liberal", disse Costa Neto em uma rede social.

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No dia seguinte, terça-feira, 18, o presidente do PL do Ceará, Acilon Gonçalvez, afirmou que cumpriria a orientação da Executiva Nacional da sigla e abriria processo de investigação sobre fidelidade partidária, mas voltou atrás e passou a defender que a decisão voltasse para as mãos de Valdemar ao compreender que o caso tem de ser deliberado pela direção nacional.

Apoio a Lula

Durante o primeiro semestre do ano, Yury fez repetidos acenos ao governo Lula, destacando boas notícias da atual gestão e se aliando a petistas no Ceará. A tensão entre o deputado e os correligionários começou em maio, quando ele publicou uma foto ao lado de Lula e do ministro da Educação, Camilo Santana, ex-governador do Estado.

"Pude recepcionar o presidente Lula em Juazeiro do Norte, minha cidade natal, ao lado do Senador e Ministro da Educação, Camilo Santana, o governador do Ceará, Elmano Freitas, e o líder do governo na Câmara, deputado Zé Guimarães. Estamos ansiosos para discutir ideias e soluções para o desenvolvimento do nosso Estado. Juntos, podemos construir um Ceará mais forte e justo para todos", disse na legenda da foto.

Valdemar decidiu manter Yury na legenda mesmo após o episódio. O parlamentar continuou com os acenos ao governo. Na Câmara dos Deputados, por exemplo, votou a favor da medida provisória (MP) dos Ministérios, contra a orientação do partido, em maio. Ele está afastado do cargo desde o final de junho, para tratar de "assuntos pessoais".

Em julho, viajou ao lado dos ministros Waldez Góes (Desenvolvimento Regional) e Paulo Pimenta (Comunicação Social) para inaugurar um novo sistema da transposição do rio São Francisco em Salgueiro (PE). Durante esse evento, ele posou ao lado dos ministros e fez o "L" com as mãos.

Enquanto a decisão sobre a manutenção de Yury saltava das mãos presidente do PL do Ceará, Acilon Gonçalvez, para Valdemar Costa Neto, o parlamentar continuava com seu apoio a Lula. Mesmo após o anúncio da possível expulsão, nesta quarta-feira, 19, o deputado defendeu, mais uma vez, das ações do governo na área econômica.

"A reforma tributária, o novo arcabouço fiscal, o Desenrola e o Minha Casa Minha Vida são projetos que têm o potencial de impulsionar o crescimento econômico do Brasil. Estou otimista em relação ao futuro e às transformações positivas que essas iniciativas podem trazer para o país", disse.

A ala mais bolsonarista do partido discordou do pedido de expulsão, pois avalia que seria um prêmio, uma vez que a medida permite ao deputado continuar com o mandato. O líder da oposição na Câmara, Carlos Jordy (PL-RJ), afirmou que caso Valdemar opte pela expulsão, ele estaria agindo da forma que Yury deseja.

"Presidente, você estará fazendo o que ele quer. Ele quer ser expulso para poder levar o mandato dele. A melhor alternativa seria deixá-lo no sal: sem comissões, sem fundo e sem diretórios. Um morto-vivo no PL. E, se ele tentar sair do partido, perderá o mandato. Avalie!", escreveu Jordy.

Yury manterá a função como deputado ainda que expulso por decisão da legenda e poderá migrar para outro partido. Caso esse cenário ocorra, o deputado perderia apenas a capacidade de participar de comissões que o PL o indicou. Ele é titular na Comissão de Turismo e na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos esquemas de pirâmide, e suplente na Comissão de Finanças e Tributação.

O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou, em um vídeo publicado nas redes sociais, que o objetivo do partido é "reeleger" Jair Bolsonaro (PL) e que não acredita que o ex-presidente "fique inelegível pelo que ele falou". As declarações do dirigente foram feitas após a o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) iniciar o julgamento que pode cassar os direitos políticos do ex-presidente por oito anos - a sessão será retomada na terça-feira (27).

"Não vamos admitir injustiças contra o nosso capitão. Não acredito que um presidente da República fique inelegível pelo que ele falou. Isso não existe em nenhum lugar do mundo. Bolsonaro vai seguir firme e tenho convicção que será o nosso candidato", disse Valdemar nesta quinta-feira (22). O próprio ex-presidente, no entanto, ao avaliar a possibilidade de condenação pela Corte disse que "os indicativos não são bons" e que é "quase unanimidade" que ele vai perder a ação.

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No vídeo, Valdemar afirmou que, para o partido ganhar a eleição presidencial de 2026, é preciso fortalecer a legenda. Segundo ele, o objetivo da bancada é "reeleger" Bolsonaro.

"Nós elegemos 99 deputados federais e, por mais que cada um seja único na sua história, todos nós temos um objetivo em comum, que é reeleger Bolsonaro e fazer valer os valores da direita, pois são esses os objetivos que nos unem. E para que a gente possa ganhar as eleições em 2026, nós precisamos internamente fortalecer o partido", disse.

A ação a qual Bolsonaro é alvo foi movida pelo PDT e tem como base uma reunião convocada pelo então presidente com embaixadores, em julho do ano passado. Na ocasião, o presidente, sem apresentar provas, colocou em dúvida a lisura sistema eleitoral e atacou ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e do TSE.

O ex-presidente é acusado de abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação, e, se for condenado, ficará impedido de participar das eleições de 2024, 2026 e 2028, podendo voltar em 2030 - a pena acabaria quatro dias antes da disputa.

A partir de maio, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL), receberão, juntos, mais de R$ 130 mil por mês. Esse valor inclui o reajuste de 7% no cargo de Michelle na presidência do PL Mulher, que passará a receber R$ 41.650,91.

Bolsonaro, presidente de honra do Partido Liberal, recebe o mesmo valor que sua esposa e também será beneficiado com o aumento. Juntos, o casal irá receber R$ 83,3 mil por mês apenas do partido.

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O reajuste de salário do casal ocorre após a decisão do presidente da sigla, Valdemar Costa Neto (PL), de pagar à ex-primeira-dama o mesmo salário de um deputado federal atuante. Já para Bolsonaro, o objetivo é que ele tenha a mesma renda de um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).

Além dos valores que recebe do partido, o ex-mandatário conta com outros dois pagamentos por mês, referentes as suas aposentadorias. Bolsonaro recebe R$ 35.223,66 mensais pelos 28 anos em que atuou como deputado federal, e R$ 11.945,49 pelo tempo que trabalhou no Exército.

 

O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, sentiu um mal-estar no domingo (9) e foi internado no Hospital Sírio Libanês, em Brasília. Ele passará por um cateterismo nesta segunda-feira, 10, porque teve dor no peito quando estava numa viagem pelo Nordeste.

Segundo a assessoria do PL, Costa Neto está bem e foi internado por precaução.

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Ex-deputado, o presidente do PL aposta agora numa estratégia que prevê viagens do ex-presidente da República Jair Bolsonaro e da ex-primeira-dama Michelle pelo País, com o objetivo de reforçar o partido.

Os dois são filiados ao PL, que tem planos de eleger 1.000 prefeitos em 2024.

Bolsonaro retornou recentemente de Orlando, nos Estados Unidos, onde permaneceu três meses, e hoje é presidente de honra do PL. Michelle, por sua vez, comanda o PL Mulher.

Costa Neto quer que Bolsonaro seja novamente candidato ao Palácio do Planalto, em 2026. Mas, se o ex-presidente ficar inelegível - uma vez que é alvo de processos no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e no Supremo Tribunal Federal (STF) -, Costa Neto defende a candidatura de Michelle. Bolsonaro não aprova ideia e já disse que ela "não tem vivência política".

O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, declarou apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) na disputa pela prefeitura do Rio de Janeiro do próximo ano. A declaração foi na sexta-feira (17), durante o evento de inauguração do novo diretório do partido na cidade de Niterói, no Rio de Janeiro. 

Valdemar iniciou seu discurso citando a derrota do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) nas eleições de 2022, o que chamou de "tropeço" nas urnas. Porém, ele disse que a sigla já está trabalhando para se recuperar nos resultados dos próximos pleitos. Em seguida, citou o apoio à candidatura de Flávio para a prefeitura.

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"O Bolsonaro deixou o Brasil numa situação maravilhosa. O Brasil estava crescendo e tivemos esse tropeço, que nós vamos recuperar lá na frente. A primeira recuperação nossa talvez seja o Flávio. Nós vamos trabalhar para ele ser prefeito da cidade do Rio de Janeiro", declarou o presidente do PL.

Durante a inauguração, foi exibida ainda uma mensagem de Jair Bolsonaro. Em trecho publicado no perfil do partido, o ex-mandatário disse que a sigla sofreu com as derrotas, mas que futuramente, os objetivos serão atingidos.

"Temos um sonho. Temos um ideal. Sofremos derrotas, mas a gente segue acreditando em Deus. E na força do nosso povo, nós atingiremos nosso objetivo", disse Bolsonaro.

Em 2020, Flávio Bolsonaro, que é o filho mais velho do ex-presidente, foi denunciado pelo Ministério Público sob acusação de liderar uma organização criminosa para recolher parte do salário de ex-funcionários públicos em benefício próprio, o que configuraria a chamada rachadinha, e teria acontecido em seu antigo gabinete na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (ALERJ), onde foi deputado estadual de 2003 a 2019. O caso segue arquivado.

Na iminência de responder no Supremo Tribunal Federal (STF) por supostas irregularidades cometidas no mandato, Jair Bolsonaro (PL) contratou o advogado responsável pela defesa de políticos da direita no esquema do Mensalão e na Lava Jato. Com clientes no PL, PTB, PP, e PSD, entre os mais ilustres defendidos por Marcelo Luiz Ávila de Bessa estão Valdemar da Costa Neto, presidente do partido de Bolsonaro, o senador Gim Argello (Pros), o ex-senador Luiz Estevão (PRTB) e os deputados Luiz Fernando Ramos Faria (PSD) e José Otávio Germano (PP). 

O advogado vai assumir os inquéritos sobre o envolvimento do ex-presidente na tentativa de golpe de 8 de janeiro, sobre a atuação de milícias digitais que integravam o gabinete do ódio e em relação à gestão da pandemia do coronavírus, segundo O Globo

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Bessa já havia defendido Bolsonaro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) após acusações ao sistema eleitoral brasileiro sem provas em um encontro com embaixadores, em julho de 2022. Ele também foi responsável pela a ação que pedia a revisão de mais de 250 mil urnas após o resultado que garantiu a vitória do presidente Lula (PT). 

A proximidade dos dois partiu de Valdemar Costa Neto. Bessa representou o atual presidente do PL no caso do Mensalão, em 2012. Valdemar saiu do julgamento condenado a sete anos e dez meses de prisão. 

A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Rosa Weber, enviou ao procurador-geral da República, Augusto Aras, pedido de abertura de um inquérito para investigar o presidente do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, suspeito de ter destruído documentos com teor golpista.

Petição 10.949 faz referência a uma “possível prática de crime” previsto no Artigo 305 do Código Penal. O artigo prevê reclusão de até seis anos, além de multa, àquele que “destruir, suprimir ou ocultar, em benefício próprio ou de outrem, ou em prejuízo alheio, documento público ou particular verdadeiro, de que não podia dispor”.

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Em declarações recentes, ao comentar a minuta de golpe apreendida na residência do ex-ministro da Justiça Anderson Torres, o presidente do PL disse que documentos com teor similar circulavam entre interlocutores do governo Bolsonaro, e que ele próprio teria recebido documentos desse tipo, mas que os teria destruído.

Na petição assinada por Rosa Weber, é também requerida à PGR “a realização de diligência pela Polícia Federal, para que seja tomado depoimento do representado [Valdemar Costa Neto]”.

Esse pedido de manifestação da PGR é um procedimento comum e tem como origem uma representação apresentada pelo líder do PT no Senado, Fabiano Contarato, junto ao STF.

O líder do PT no Senado, Fabiano Contarato (ES), pediu ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes que investigue o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, sobre o conhecimento do dirigente acerca da circulação de minutas golpistas entre membros do governo de Jair Bolsonaro (PL).

"Fica evidenciado pelo seu próprio discurso, que o representante do Partido Liberal teve conhecimento e recebeu documentos que continham conteúdo golpista e que não podia dispor, semelhante a aqueles que foram encontrados na residência do Ex-Ministro Anderson Torres, e posteriormente o destruiu, para benefício próprio ou de outrem, incorrendo no crime previsto no art. 305 do Código Penal", diz o documento.

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O pedido de Contarato foi baseado em uma entrevista de Valdemar ao Globo, na qual o dirigente, ao ser questionado sobre a minuta golpista encontrada pela Polícia Federal na casa do ex-ministro da Justiça e Segurança Pública Anderson Torres, diz que recebeu "várias propostas" e que havia propostas de decreto golpista "na casa de todo mundo"

"Tinha gente que colocava (o papel) no meu bolso, dizendo que era como tirar o Lula do governo. Advogados me mandavam como fazer utilizando o artigo 142, mas tudo fora da lei. Tive o cuidado de triturar. Vi que não tinha condições, e o Bolsonaro não quis fazer nada fora da lei", afirmou Valdemar na entrevista.

No pedido enviado a Moraes, Contarato também pede que a Polícia Federal tome com urgência o depoimento de Valdemar e que a Procuradoria Geral da República (PGR) seja intimada para se manifestar sobre a instauração do inquérito.

O líder do PT no Senado afirma que Valdemar pode ter incorrido ao crime previsto no artigo 305 do Código Penal, que aborda: "destruir, suprimir ou ocultar, em benefício próprio ou de outrem, ou em prejuízo alheio, documento público ou particular verdadeiro, de que não podia dispor".

O presidente do Partido Liberal, Valdemar Costa Neto, afirmou que propostas semelhantes à minuta golpista encontrada na casa do ex-ministro da Justiça, Anderson Torres, eram de conhecimento de aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Ele chegou a dizer que a minuta estava "na casa de todo mundo" e que precisou “triturar” os documentos que recebeu. As declarações foram feitas em entrevista publicada nesta sexta-feira (27) pelo jornal O Globo. 

“Aquela proposta que tinha na casa do ministro da Justiça, isso tinha na casa de todo mundo. [...] Vi que não tinha condições, e o Bolsonaro também não quis. A pressão em cima dele foi uma barbaridade. Como o pessoal acha que ele é muito valente, meio alterado, meio louco, achava que ele podia dar o golpe. Ele não fez isso porque não viu maneira de fazer. Agora, vão prendê-lo por causa disso?”, questionou, minimizando o teor da minuta. 

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Porém, de acordo com o dirigente, várias sugestões similares eram encaminhadas para ele pelos Correios ou chegavam às suas mãos durante eventos políticos. “Tinha gente que colocava [o papel] no meu bolso, dizendo que era como tirar o Lula do governo. Advogados me mandavam como fazer utilizando o artigo 142, mas tudo fora da lei. Tive o cuidado de triturar”, afirmou Costa Neto. 

Segundo ele, mesmo cobrado por aliados para tomar alguma atitude para “impedir” a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o ex-presidente Jair Bolsonaro “não quis fazer nada fora da lei”. Costa Neto afirmou ainda que Bolsonaro deve retornar dos Estados Unidos na próxima semana para auxiliá-lo na condução do PL. 

Perguntando se acha que há possibilidade de Bolsonaro ficar inelegível, o dirigente disse que não vê essa possibilidade. “Não vejo chance. Tem vários processos contra ele, como qualquer presidente que sai. Vai condenar por quê? Por que ele falou isso ou aquilo? Não tem cabimento. Que crime ele cometeu? Isso é uma loucura”, declarou. 

O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, incentivou manifestantes da direita a continuar com os protestos contra o resultado das eleições. O chefe do partido de Jair Bolsonaro reforçou que o atual presidente da República não vai decepcionar seus apoiadores.

Em um vídeo publicado nas redes sociais na semana em que os atos democráticos deixaram um rastro de desordem em Brasília, Valdemar agradeceu aos manifestantes e pediu mais um voto de confiança em nome do presidente. "Eu quero agradecer vocês que estão na rua, que estão ainda lutando. Continuem na luta, o Bolsonaro não vai decepcionar ninguém", afirmou.

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O gestor do PL também garantiu que a confusão no dia da diplomação do presidente eleito Lula (PT), no Distrito Federal, não foi causada por manifestantes ligados a Bolsonaro. "O nosso pessoal todo anda dentro da lei, e nós não prestigiamos quem anda fora da lei. Mas esse pessoal não é nosso, não faz parte do nosso seguimento de direita", apontou. 

Após o protesto que terminou em vandalismo e tentativa de invasão à sede da Polícia Federal, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), expediu mais de 80 mandados de busca e apreensão contra os envolvidos. A postura do magistrado foi criticada por Costa Neto.

"Fiquei surpreso também com a posição do ministro Alexandre [de Moraes] de mandar a PF atrás desse pessoal que tá protestando na rua a favor do Bolsonaro. Essas famílias que estão nos prestigiando, apoiando um segmento, tem todo nosso apoio. Só não tem nosso apoio quem faz as coisas erradas. Nós não queremos que ninguém impeça a estrada, que ninguém impeça ruas. Nosso povo que está acampado são só pessoas de bem, gente de respeito, são famílias", repreendeu.

Nessa quinta-feira (15), a operação da PF apreendeu um arsenal de 11 armas, incluindo um fuzil e rifles com lunetas de longo alcance, em um endereço em Santa Catarina.

Contrário às projeções das pesquisas de intenção de voto, dois dias após o primeiro turno, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Anderson Torres, ordenou uma investigação da Polícia Federal (PF) e citou o "histórico de erros absurdos" de institutos depois de uma representação de Valdemar Costa Neto, presidente do partido de Jair Bolsonaro. As informações foram publicadas pelo Uol. 

Na denúncia encaminhada ao Ministério da Justiça no dia 3 de outubro, Valdemar mencionou apenas as pesquisas em que Lula ganhava e ignorou as que indicavam vitória a Bolsonaro.

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Sem provas da parcialidade dos institutos, Torres havia dito que a documentação analisada apontou "condutas" que caracterizam a "prática de crimes" e "erros crassos e em série". Contudo, a representação tinha apenas a planilha com um comparativo entre o resultado das pesquisas e das urnas. 

Na ocasião, a investigação solicitada pelo ministro após o pedido da campanha de Bolsonaro foi suspensa pelo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o ministro Alexandre de Moraes, que apontou falta de justa causa e ausência de competência da PF para conduzir o caso. 

O PL, partido do presidente Jair Bolsonaro, decidiu lançar o senador eleito Rogério Marinho (RN) na disputa pela presidência do Senado contra Rodrigo Pacheco (PSD-MG) e apoiar novo mandato para o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL). As eleições no Congresso estão marcadas para 1º de fevereiro de 2023.

O acordo foi selado durante jantar em Brasília, na noite desta terça-feira (29), promovido pelo presidente do PL, Valdemar Costa Neto, com a presença de Bolsonaro, Lira e parlamentares do partido. Desde a derrota para Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em 30 de outubro, Bolsonaro tem ficado a maior parte do tempo isolado. Foi ao Rio no sábado passado, onde participou de cerimônia promovida pela Academia Militar das Agulhas Negras, em Resende, mas ainda não havia saído à noite.

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O encontro reuniu deputados e senadores que têm mandato atualmente e também um grupo que tomará posse em fevereiro. O jantar foi organizado para 150 pessoas, com bacalhau no cardápio, em um restaurante que fica de frente para o Lago Paranoá, no Lago Sul, região nobre da capital federal.

Bolsonaro chegou ao lado de Costa Neto e do general Braga Netto, que foi vice em sua chapa. Ficou no local durante uma hora. Lira entrou logo depois.

O presidente foi anunciado por um locutor e aplaudido pelos parlamentares, mas não discursou na reunião, que era fechada e restrita a nomes na lista. O governador do Rio, Claudio Castro (PL), também estava ali. Ao não falar, Bolsonaro frustrou parlamentares do PL de primeira viagem, que aguardavam um pronunciamento dele na ocasião.

Nos bastidores, integrantes do partido relataram que ele "chegou mudo e saiu calado". Apenas conversou individualmente com colegas de partido e foi confirmado como presidente de honra do PL, cargo que ocupará quando deixar a Presidência. Coube a Costa Neto cumprimentar os eleitos. Deputados e senadores disseram, sob reserva, que Bolsonaro não demonstrou animação.

O jantar ocorreu um dia depois de o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ter bloqueado R$ 13,6 milhões das contas do PL. A Justiça impôs uma multa à legenda por litigância de má-fé, na esteira da ação que questionou as urnas eletrônicas pedindo a anulação de parte dos votos contabilizados no segundo turno das eleições.

A reunião também serviu para dirigentes do partido sinalizarem que o presidente tem de aceitar a derrota e as regras do jogo democrático. Ao mesmo tempo, teve o papel de motivá-lo a fazer um discurso para apoiadores mais radicais. "Ele está bem, está animado. Se levantou. Passou o baque", disse Costa Neto a jornalistas, contrariando a avaliação feita por colegas de partido.

Quartéis

À saída do restaurante, o presidente do PL foi abordado por apoiadores de Bolsonaro, que lhe perguntaram se o grupo iria "ganhar nos quartéis". "Tem muita chance. Bolsonaro não falou nada, ele vai falar. Ele vai animar vocês lá", respondeu Costa Neto.

Rogério Marinho foi o mais aplaudido entre os parlamentares anunciados no jantar. No próximo dia 7, o ex-ministro do Desenvolvimento Regional deve ser lançado oficialmente como candidato a presidente do Senado. O partido quer ter o apoio do PP na disputa contra Pacheco, que, por sua vez, contará com a aval de Lula e de aliados do PT. Em troca da aliança no Senado, o PL apoiará a reeleição de Lira ao comando da Câmara.

O restaurante onde foi realizado o encontro do PL não abrigou apenas integrantes do partido. No salão ao lado, dividido por uma parede, estavam outros clientes jantando, incluindo o deputado Fabio Ramalho (MDB-MG) e a ex-governadora do Maranhão Roseana Sarney, eleita deputada federal, em mesas separadas. Conhecido como Fabinho, Ramalho já preparou vários jantares para Bolsonaro e não conseguiu ser reeleito em outubro. Durante a noite, ele tirou fotos com colegas do PL e passou ao menos duas vezes no salão onde ocorria o evento fechado com Bolsonaro.

Condições

Como uma das condições para apoiar Arthur Lira, o PL, que elegeu a maior bancada da Câmara, com 99 deputados, negociou a indicação do deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), coordenador da bancada evangélica, para a primeira vice-presidência da Casa. O posto já é ocupado pelo PL, atualmente, com o deputado mineiro Lincoln Portella. O PT, que nesta terça-feira decidiu apoiar Lira, também reivindica a vaga.

No Senado, o PL resolveu enfrentar o favorito. Assim como Lira, Pacheco é um dos operadores do orçamento secreto. O senador conta com a promessa de apoios de partidos grandes, como MDB, União Brasil, PT e Podemos. Em troca, as legendas reivindicam o comando de comissões e até o apoio para comandarem o Senado em 2025, caso do MDB e do União Brasil.

Mesmo assim, o PL entrará na disputa com Marinho, que também é um dos distribuidores de recursos do orçamento secreto. A bancada do partido tem 14 senadores.

"É o nome do PL e agora, como qualquer candidato, tem de se viabilizar. Conversas avançam para formação de bloco com partidos aliados e junto a senadores de todos os partidos no varejo", disse ao Estadão o líder do governo no Senado, Carlos Portinho (RJ). "Fui o primeiro a apoiar a eleição de Pacheco, no ano passado, mas a hora é de posicionar as peças." A ideia é buscar o apoio do PP e de dissidências no MDB, União Brasil e Podemos.

O MDB, porém, já aderiu à campanha pela reeleição de Pacheco e quer manter o comando da vice-presidência do Senado. "Nós temos lá uma convivência muito boa com todo mundo e com Rodrigo Pacheco", disse o senador Renan Calheiros (MDB-AL).

O partido de Renan protocolou, nesta terça-feira, a formação de um bloco com União Brasil e PSD. As três siglas formam o núcleo duro de apoio a Pacheco. O senador Davi Alcolumbre (União-AP) trabalha pela recondução do presidente do Senado, a quem apoiou no ano passado. Alcolumbre comandou a Casa de 2019 a 2021 e almeja voltar ao cargo em 2025.

O presidente Jair Bolsonaro resolveu comparecer a um jantar do seu partido, o PL, que aconteceu na noite dessa terça-feira (29) em um restaurante em Brasília. O evento, convocado pelo dirigente da legenda, Valdemar Costa Neto, contou com a presença de deputados e senadores. Esta foi uma das poucas vezes em que o chefe do Executivo deixou o Palácio da Alvorada após o resultado da eleição, há quase um mês.

Segundo parlamentares com quem o Broadcast Político conversou ao longo do dia de ontem, na reunião, tratou-se sobre a intenção do partido de lançar uma candidatura à Presidência do Senado, invocando uma espécie de "acordo de cavalheiros" existente na Casa, segundo a qual a maior bancada tem direito ao comando. O nome mais cotado, inclusive defendido por Bolsonaro, é do ex-ministro Rogério Marinho, eleito em outubro.

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Também foram abordadas discussões sobre como o partido irá se posicionar em torno da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da transição, que vem sendo negociada pelo governo eleito numa tentativa de cumprir compromissos de campanha. Lideranças do PL já se manifestaram contrárias a pontos como a excepcionalização do teto de gastos do valor sugerido, de quase R$ 200 bilhões, além do tempo de quatro anos.

Mais um ponto que deve ter dominado as conversas foi a possível reação do partido à multa imposta semana passada pelo presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Alexandre de Moraes, após a ação em que o PL sugeriu anular o resultado de urnas no segundo turno no pleito. O ministro acusou o partido de litigância de má fé e impôs o pagamento de R$ 22,9 milhões. A legenda pretende recorrer.

O PL enviou nesta quarta-feira (23) ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) um requerimento para pedir que seja mantido o andamento da petição na qual a legenda pede a anulação de votos do segundo turno das eleições, realizado em 30 de outubro. 

Em entrevista coletiva, o presidente do partido, Valdemar Costa Neto, disse que levantamento apontou “mau funcionamento e quebra de confiabilidade dos dados extraídos” em 279 mil urnas. Caso sejam desconsiderados os votos das urnas que teriam “indícios” de problemas, Jair Bolsonaro teria 1,078 milhão de votos a mais que o presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva. 

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 “Pedimos ao TSE que decida a situação. Não se trata e fazer uma nova eleição”, afirmou. “O voto é seguro, por isso temos que fazer esse levantamento. Se isso for uma mancha, temos que resolver agora”, completou. 

Costa Neto afirmou ainda que a verificação de possíveis erros foi restrita ao segundo turno por “coincidência” ou “tecnologia”, já que segundo o presidente do partido, a consultoria contratada verificou o erro apenas nessa etapa do pleito. No primeiro turno, o PL elegeu a maior bancada do Congresso Nacional, com 99 deputados e 14 senadores. Ontem (22), o presidente do TSE, ministro Alexandre de Morais, determinou que o partido tinha 24 horas para fazer um acréscimo ao pedido anterior e, assim, estender o questionamento ao primeiro turno das eleições. 

“O PL não se opõe à verificação no primeiro turno, mas seria mais fácil começar pelo segundo turno”, disse. “A decisão do partido foi de se limitar ao segundo turno para facilitar a defesa dos implicados no segundo tuno, que é de apenas um candidato”, acrescentou.

  Questionado sobre as provas ou indícios que poderiam atestar os problemas apontados, o advogado Marcelo Bessa se limitou a responder que “todas as respostas estão no relatório” apresentado ao TSE. 

"A coligação autora requer seja mantido como escopo inicial da verificação extraordinária o segundo turno da eleição de 2022, e, uma vez constatado o mau funcionamento e a quebra de confiabilidade dos dados extraídos de parte das urnas eletrônicas utilizadas no pleito, esse egrégio Tribunal Superior Eleitoral então adote, de forma consequencial, observados os princípios do contraditório e da ampla defesa dos interessados, os efeitos práticos e jurídicos necessários para ambos os turnos das Eleições Gerais de 2022", escreveu o partido.

Em vídeo divulgado nas redes sociais, o presidente do PL de Jair Bolsonaro, Valdemar Costa Neto, afirmou que a sigla vai buscar o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para tentar invalidar votos registrados em urnas produzidas até 2020. "Pelo estudo que nós fizemos, tem várias urnas que não podem ser consideradas", disse ele neste sábado (19). Costa Neto garantiu que o PL vai propor essa análise ao TSE até a terça-feira (22).

Ele afirmou que as urnas inválidas seriam as que foram produzidas até o ano de 2020, que supostamente teriam o mesmo número de patrimônio, o que, segundo ele, inviabilizaria uma fiscalização urna por urna. Ele alegou ainda que, de acordo com o estudo do partido, o problema pode ter atingido até 250 mil urnas.

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Não há qualquer indício de fraude ou problema técnico no pleito, conforme já atestaram o Tribunal de Contas da União e as próprias Forças Armadas. Três missões internacionais de observação eleitoral também emitiram relatórios preliminares atestando a segurança das urnas eletrônicas, logo depois do primeiro turno.

Questionado no evento deste sábado sobre o porquê de essa demanda não ter sido avaliada antes das eleições, Costa Neto alegou que isso seria "culpa" dos funcionários do TSE e que a direção da Corte não teria conhecimento da questão.

O dirigente negou, entretanto, que o PL queira rever o pleito. "Não queremos nova eleição, não queremos agitar a vida do País, mas eles (TSE) têm que decidir o que vão fazer", alegou.

Ao Estadão, a assessoria de imprensa do PL não deu detalhes sobre a intenção do partido, mas confirmou as afirmações feitas pelo presidente da sigla neste sábado.

Costa Neto menciona todas as urnas produzidas até 2020. Contudo, os aparelhos mais antigos, utilizados inclusive na eleição de 2018 em que Bolsonaro foi eleito, já haviam sido submetidos ao chamado Teste Público de Segurança (TPS) em anos anteriores. O modelo de 2020, por sua vez, foi submetido pelo TSE à análise de peritos de universidades federais neste ano.

Insistência de Bolsonaro

Em sua fala deste sábado, Valdemar da Costa Neto disse que "tinha tranquilidade" a respeito dos resultados das urnas eletrônicas. "Eu disputo eleições desde 1990 e as urnas estão aí desde 94. Nunca tive preocupação com isso", alegou. Contudo, seu posicionamento mudou depois do que ele chamou de "insistência de Bolsonaro para ver esse assunto". O presidente, derrotado no segundo turno das eleições deste ano, teria pressionado o partido para completar o estudo.

"Eles insistiram comigo, aí insisti com o pessoal, eles foram lá e descobriram isso aí", disse Costa Neto sobre o suposto problema nas urnas fabricadas até 2020.

A ex-mulher do presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, fez uma live no Instagram e ameaçou divulgar supostos crimes cometidos por ele. Maria Christina Mendes Caldeira afirmou ter diversos documentos que incriminam Costa Neto.

Na gravação, em que não mostra o rosto, mas exibe um pôr do sol enquanto dirige nos Estados Unidos, a ex do político se mostra inconformada pelo fato do PL ter contestado o resultado das urnas no segundo turno, quando foi eleito Luiz Inácio Lula da Silva para governar o Brasil a partir de janeiro, derrotando assim o presidente Jair Bolsonaro (PL), aliado de Costa Neto.

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“Essa sua mensagem que você vai contestar as eleições, me levou para o haven agora. Você esqueceu que eu tenho uma ‘porrada’ de documentação sua? O mais grave é você contestar a democracia. No primeiro turno, que elegeu sua bancada, funcionou, agora no segundo turno você contesta? Fora que você gastou R$ 1 milhão do dinheiro do partido para comprar esta auditoria aí. Ô Valdemar, me poupe, querido. Sou sua ex-mulher, fui casada com o dono do bordel do Congresso, conheço bem como você se movimenta”, disparou Maria Christina na gravação.

Para a ex-esposa de Valdemar, o PL deveria ser cassado. “Vou fazer da sua vida e da vida do PL um inferno, não é pessoal, é simplesmente porque você contestou a democracia. Ninguém contesta a democracia. Você não é o Trump, nem essa coisa aí do seu lado é o Trump, que não trabalha desde que perdeu a eleição e está no sofá assistindo Netflix e picotando papel”, disse, sem mencionar o nome de Bolsonaro.

Maria Christina Mendes Caldeira diz saber de “umas 30 sujeiras” que Valdemar fez e pontua: “você e o Centrão fazem negócio da política e eu defendo a democracia”.

Veja o vídeo na íntegra:

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