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Apesar da 'carinha' de criança, o Menino da Tarde é um boneco quase cinquentão. A Troça Carnavalesca Mista que tem como protagonista o filho do Homem da Meia-Noite e da Mulher do Dia, celebra seus 49 anos de história, em 2023, sem ter perdido um desfile - com excessão dos dois últimos anos de pandemia. Neste sábado (18), o bloco ganha as ladeiras olindenses, saindo do Largo do Guadalupe, às 16h, com seu desfile oficial arrastando muitos foliões apaixonados.

Antes da saída, a diretoria e participantes do bloco organizaram os últimos detalhes já no Largo. Emocionado, o fundador da agremiação, Ernani Lopes, chegou cedo para acompanhar tudo de perto.  Ele confessou que o coração ficou "apertado" durante o período em que não pôde ver o bloco nas ruas e se mostrou ansioso pelo próximo ano, quando o Menino da Tarde completa seu cinquentenário. "Esse (período) nem conta, né? São 49 anos. É o único clube que tem o seu fundador, até essa idade, ainda na ativa", disse orgulhoso em entrevista ao LeiaJá.

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No Carnaval de 2023, o Menino da Tarde - primeiro boneco confeccionado por Sílvio Botelho, considerado 'pai' dos bonecos gigantes -, homenageia outra agremiação tradicional, o Clube Carnavalesco Misto Elefante de Olinda, que divide a honraria com o produtor Arnaldo Barros. Essa é a segunda vez que o boneco trajado de vermelho e branco arrasta foliões pelas ladeiras históricas, oficialmente, este ano, ele participou do cortejo que abriu oficialmente o Carnaval olindenses, na última quinta (16), ao lado de sua 'família', o Homem da Meia-Noite e a Mulher do Dia.

No início da tarde deste sábado (4), a Praça do Jacaré recebeu os apaixonados pela magnitude do Elefante de Olinda. Mesmo com chuva, o público que compareceu ao Trote do Elefante festejou o reencontro com muita dança e música. Enaltecendo a importância do evento, os foliões foram embalados na concentração pelo som percussivo e pulsante da Orquestra do Axé.

Unindo expressividade ao talento da cantora Joanah Flor, o conjunto aproveitou a festa para lançar o disco Som da Paz. Colorindo o bairro do Varadouro de vermelho e branco, o bloco foi bastante elogiado por aqueles que conhecem há bastante tempo sua trajetória na cidade. "Eu conheci o desfile do Elefante pequena. Minha mãe me levava e eu amava tudo o que surgia ao meu redor. A minha história com o Elefante é especial", disse Andreza Simas, que foi acompanhada à prévia com a irmã, Rose Nogueira.

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"Dois anos sem Elefante na rua, por causa da Covid-19, e vê-lo mais uma vez entre nós, é prazeroso demais. Ser testemunha desse retorno é a coisa mais linda de ver, sentir e prestigiar", completou Andreza. Fundado em fevereiro de 1952, o Clube Carnavalesco Misto Elefante de Olinda mostrou, neste sábado, que sua história e outras bases do Carnaval estarão cada vez mais vivas nas memórias dos pernambucanos.

O Clube Carnavalesco Misto Elefante de Olinda faz seu grande retorno às ladeiras da cidade Patrimônio Histórico da Humanidade neste sábado (17). O ‘Baile Encarnado’, festa aberta aos foliões, vai marcar o fim do hiato de dois anos imposto pela pandemia do coronavírus e também, a comemoração pelo título de Patrimônio Vivo do Estado conferido à agremiação em 2020. O baile, que começa às 10h, na Rua 27 de Janeiro, no Carmo,  contará com as orquestras do Maestro Oséas e do Maestro Edson Rodrigues, os blocos Flor da Lira e Cordas e Retalhos, e o DJ Mangue Boy. 

Nos 45’ do segundo tempo de 2022, ano em que completou sete décadas de muita folia, a celebração do Elefante promete ser intensa. Além de retornar às ruas após um período amargo provocado pela severa crise sanitária que varreu o mundo a partir de 2020, o bloco vai poder, enfim, comemorar a nova idade e o novo título junto aos seus foliões. No ano em que a pandemia colocou a todos reclusos, a agremiação ganhou o título de Patrimônio Vivo de Pernambuco, que imortaliza grupos, mestres e personalidades importantes para a cultura local. 

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Todas essas comemorações estarão concentradas no ‘Baile Encarnado’, neste sábado (17), no Carmo, em OIinda. A festa será aberta aos foliões e contará com muito frevo e feijoada. A concentração acontece, às 10h, na Zé Cafeteria. Já a animação será garantida pelas orquestras do Maestro Oséas e do Maestro Edson Rodrigues, os blocos Flor da Lira e Cordas e Retalhos, e o DJ Mangue Boy.

Serviço

III Baile Encarnado

Sábado (17) - 10h

Zé Cafeteria - Rua 27 de Janeiro, 111 - Carmo - Olinda

Gratuito

A agremiação carnavalesca Elefante de Olinda anunciou sua camisa para 2022, ano em que comemora 70 anos de fundação. As vendas se iniciam neste sábado (20), já na sede do bloco e chegam em breve nos pontos de venda licenciados. O valor é de R$ 45 reais e os tamanhos disponíveis vão de PP ao XXG. Com o vermelho predominante, a camisa foi desenvolvida pelo designer Julio Klenker. Confira os detalhes:

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No ano em que o Carnaval ficou impossibilitado de acontecer, por conta da pandemia do novo coronavírus, as lives despontaram como alternativa e alento para aqueles que são apaixonados pela folia. Em Pernambuco, blocos tradicionais como Elefante de Olinda, Cariri e Homem da Meia-Noite, se prepararam para levar até o folião, através da internet, um pouquinho do que é visto e vivido nas ruas do Recife e Olinda durante o ciclo carnavalesco. A programação, no entanto, foi atravessada por um anúncio do Governo do Estado, feito na última quarta (10), proibindo a realização de lives com mais de 10 pessoas em sua produção. A determinação pegou as agremiações e os foliões de surpresa, gerando frustração e revolta. 

Durante coletiva de imprensa, transmitida pelas redes sociais do Governo de Pernambuco na última quarta (10), o secretário de Justiça e Direitos Humanos, Pedro Eurico, informou que as lives de Carnaval não poderiam ser realizadas caso ultrapassassem o quantitativo de 10 pessoas em sua produção, com base no decreto Nº 49055, de maio de 2020. O secretário assinalou uma preocupação tanto quanto ao número de pessoas envolvidas nesses eventos online quanto ao risco de aglomeração de foliões nas áreas externas dos locais de transmissão. 

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Pedro Eurico também frisou que serão aplicadas sanções em caso de descumprimento da determinação. "Não estamos fazendo isso porque odiamos os artistas, porque não queremos que as pessoas se divirtam, não, se divirtam dentro de suas casas. Aqueles que tentarem afrontar as determinações do governo, nós vamos aplicar os dispositivos do código penal brasileiro, artigos 268 e 330. As pessoas vão responder criminalmente pelas suas ações”. Tais artigos tratam da desobediência de ordens de funcionários públicos, sobretudo às destinadas a impedir propagação de doença contagiosa e preveem detenção de 15 dias até um ano, além de multa. 

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A medida, anunciada poucos dias antes do ‘início’ do Carnaval de 2021, segundo o calendário, pegou agremiações e foliões de surpresa. A proibição frustrou as comemorações do centenário da Troça Carnavalesca Mista Cariri Olindense que faria sua live de aniversário na segunda (15). “A gente entende a necessidade das medidas restritivas para conter o avanço da Covid, mas meio que não entende porque passar essa informação tão em cima da hora para que a gente não se organizasse, não pensasse em um plano B, uma alternativa, com segurança, com distanciamento, enfim. Vamos seguir o protocolo, vamos cancelar a programação que a gente tava prevendo. Vamos suspender isso, nos readequar a alguma atividade com até 10 pessoas. Estamos pensando nesse formato ou mesmo cancelar tudo e realmente guardar toda essa celebração do centenário do Cariri para tão logo a gente possa se reunir “, disse, em entrevista ao LeiaJá, o diretor de comunicação da agremiação, Hilton Santana.

O diretor do bloco, um dos mais tradicionais do Carnaval de Olinda, afirmou também que o “sentimento de tristeza” por não poder celebrar os 100 anos da troça na rua, em meio ao Carnaval, já havia sido “superado” pelo entendimento da gravidade do momento e a necessidade de cuidar da saúde coletiva. Porém, a impossibilidade de festejar, mesmo que à distância, deu lugar a outra sensação: a frustração. “Nos 45 do segundo tempo ver o pouco de celebração que a gente ia ter do nosso centenário sendo cancelado assim de uma forma inesperada, é realmente frustração. A gente se sente muito frustrado, acredito que não só a gente como o nosso folião, outros carnavalescos também que tinham suas lives programadas, o sentimento é de frustração mesmo”. 

O Cariri Olindense ia celebrar seu centenário com uma programação online. Foto: Reprodução/Instagram

Já a diretoria do Clube Carnavalesco Misto Elefante, bloco cujo hino tornou-se um dos símbolos do Carnaval olindense, está “analisando juridicamente suas possibilidades” e ainda não definiu como irá proceder. O bloco havia programado uma ‘saída simbólica’ com uma live no domingo (14), mesmo dia em que ganha as ladeiras no período momesco. “Não temos nenhum intuito de desrespeitar decretos, sobretudo porque a despeito do poder público ter deixado literalmente para as vésperas do Carnaval para tomar uma decisão, nós do Clube já havíamos decidido não ir às ruas, por entendermos que a saúde das pessoas vem em primeiro lugar”, explicou Juliana Serretti, uma das diretoras do clube. 

No entanto, Juliana aponta algumas incongruências no discurso de Eurico que, segundo ela, vai de encontro a uma determinação do Ministério Público de Pernambuco (MP) expedida na última terça (9).  A diretora cita os artigos 14 e 13 do decreto 49055, de maio de 2020, que determinam a proibição de eventos particulares com mais de 10 pessoas e liberam eventos culturais com até 150, respectivamente.

“O secretário citou o artigo errado para dizer que a live estava proibida. Ele poderia ter citado o parágrafo 5º B do decreto 50052, que diz que eventos carnavalescos estão proibidos. Uma live é um evento carnavalesco. Só que tem esse ofício do MP que o procurador enviou para o próprio Pedro Eurico falando que live não estava abarcada na interpretação do 5B. Se a live não está abarcada de acordo com o próprio MP, se o artigo 13, parágrafo oito, do mesmo decreto do artigo 14 que ele cita permite evento cultural com até 150 pessoas e se o decreto está em pleno vigor, por que a gente não pode fazer? O governo diz uma coisa, o decreto que o governo cita diz outra, o MP diz outra”, explica a diretora.

A live do Elefante ia arrecadar recursos para os trabalhadores do Carnaval. Foto: Reprodução/Instagram

Serretti também diz que tanto o Elefante quanto outras agremiações foram notificadas pelo Procon, na última quinta (11), que orientou que os blocos seriam punidos caso descumprissem as determinações, e reclama da falta de diálogo por parte da gestão. “A gente meio que sofreu ameaça até do Procon, o governo não estabeleceu diálogo com nenhuma agremiação, quando vieram falar com a gente foi através daquele comunicado que Pedro Eurico cita o artigo errado e além disso a gente fica recebendo notificação meio que sendo intimidado. É muito desrespeitoso, isso tudo às vésperas do Carnaval, isso é inacreditável. Existiu sim uma falta de respeito, no mínimo uma negligência”.

A live do Elefante, assim como algumas outras que estavam previstas, visavam a arrecadação de recursos que seriam destinados aos trabalhadores da cadeia produtiva do Carnaval. Juliana cita diversos profissionais, como catadores, ambulantes e costureiras, entre outros, que dependem da renda proveniente da festa  para sobreviver e não serão contemplados pelos auxílios emergenciais anunciados na última semana pelas prefeituras do Recife e de Olinda e pelo Governo do Estado.

“Essas lives que a gente tá fazendo não é porque a gente quer aparecer, ou porque a gente quer afrontar a lei, não é nada disso, é porque os trabalhadores estão precisando e o governo não fez política pública para esse pessoal.  O Carnaval não é só agremiação e artista, é muita gente que depende dele. A gente fez essa live pra ajudar, não vai ficar nada pro clube, até porque a gente não lucra nada com Elefante. É mais fácil eu gastar dinheiro do que lucrar com Elefante. A gente faz por amor. O poder público proíbe (as lives) e não faz a política pública que precisa fazer, assim fica complicado”, lamenta a diretora. 

Cancelamentos

Com a proibição, diversos eventos carnavalescos online foram cancelados, com exceção dos que estavam previamente gravados, a exemplo do festival RecBeat, que será exibido no domingo (14), e da programação do Galo da Madrugada, neste sábado (13).  A esperada saída do Homem da Meia-Noite, que aconteceria ao vivo também no sábado (13), será readequada e gravada para ser exibida no mesmo horário já agendado previamente, às 23h, pelas redes sociais do clube e pela televisão. 

A Troça Carnavalesca Mista Causa Ganha também cancelou sua live e postou um comunicado oficial em seu Instagram. “Repudiamos a forma equivocada e desrespeitosa do Estado de Pernambuco que após um ano de pandemia e produções desses conteúdos deixou para tomar uma decisão violenta na semana dos eventos demonstrando um despreparo e falta de consideração a toda classe artística, sem apresentar aos organizadores nenhuma reparação”. 

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O domingo de Carnaval costuma ser sagrado para aqueles apaixonados pelo bloco encarnado, o Clube Carnavalesco Misto Elefante de Olinda. É neste dia que,  há quase 70 anos,  a agremiação - reconhecida em 2020 como Patrimônio Vivo do Estado de Pernambuco - arrasta uma multidão de foliões e foliãs pelas ladeiras olindenses, num misto de tradição louvor, alegria e amor, como bem diz o hino do bloco, mais conhecido como ‘hino do Carnaval de Olinda’. 

Em 2021, no entanto, a gravidade da pandemia do novo coronavírus, e suas consequentes proibições, impedem a saída do Elefante. Pela primeira vez, em sua existência de 69 anos, a agremiação não desfilará no domingo de Carnaval, em respeito aos protocolos de segurança e à saúde coletiva dos brincantes e fazedores da agremiação. Mas, para que o “sentimento carnavalesco dentro dos corações das pessoas” não morra, o bloco promove uma saída simbólica, com a realização de uma live no dia 14 de fevereiro, data em que estaria na rua caso fosse possível.  

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Quem explica a motivação para a 'saída online' é Juliana Serretti, uma das integrantes da diretoria do Elefante. Em entrevista ao LeiaJá, ela conta que desde as primeiras notícias sobre o coronavírus, no início de 2020, já havia na agremiação uma preocupação quanto ao Carnaval.

A suspensão dos festejos no estado de Pernambuco e os desdobramentos da pandemia no país trouxeram ainda mais angústias. “A gente tá com o coração dividido, em parte um pouco de luto e tristes com essa situação da vacina. A gente acredita que a campanha de vacinação já deveria estar começando mas por desorganização do governo não está e isso deixa a gente ainda mais sem perspectiva. Essa falta de perspectiva faz a gente se perguntar se vai ter sequer o Carnaval de 20022, estamos muito assustados”.

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A tristeza só não é maior pelo reconhecimento finalmente conquistado pelo clube em 2020, o título de Patrimônio Vivo de Pernambuco. A agremiação buscava a honraria há uma década e a sua chegada traz consigo a possibilidade de investimento e  melhorias para o clube com o recurso vitalício pago pelo governo aos detentores da distinção. Outro motivo de alegria para quem faz e quem acompanha o Elefante, são as lives que tomaram a internet durante a quarentena.

Em julho de 2020, o clube olindense promoveu o festival online Jornadas do Frevo, um evento que contou com o esforço da equipe do encarnado e a participação voluntária de artistas e estudiosos pernambucanos ligados ao frevo. O projeto saiu do papel após muita pesquisa e dedicação dos envolvidos “para aprender como faz”, como conta Juliana, e o resultado foi extremamente positivo. Além do conteúdo promovido durante cinco dias, com shows, aulas e palestras, o festival também arrecadou fundos para a campanha Mãos Solidárias, promovida pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra. O apurado beneficiou cerca de 80 famílias de trabalhadores da cadeia produtiva do Carnaval olindense que receberam cestas básicas agroecológicas. 

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Em fevereiro, o Elefante vai promover mais uma live, dessa vez como forma de marcar o seu Carnaval pandêmico, em uma “saída simbólica”. No domingo, dia 14 de fevereiro, o bloco promove a Live Encarnada, com apresentação da Orquestra do Maestro Oséas, no canal do YouTube da agremiação, às 14h. O objetivo é não deixar passar em branco a data e aquecer os foliões, ainda que à distância.”Estamos com o coração na mão, querendo fazer uma coisa bonita, querendo divulgar mesmo para que as pessoas assistam, participem e se engajem. Mesmo que a gente não vá pra rua, queremos tentar criar esse sentimento carnavalesco dentro dos corações das pessoas, ainda que de maneira virtual. Tenho certeza que a live vai ser maravilhosa, no que depender da gente e dos foliões que a gente tem, que a gente conhece, a live vai ser muito boa”, diz Juliana. 

Camisas

Tão esperado quanto a sua saída do bloco às ruas no domingo de Carnaval, é o lançamento da camisa da agremiação para o ano. A venda de camisas, e outros souvenirs produzidos pelo clube, serve para levantar fundos que custeiam a manutenção do clube, além de dar suporte aos profissionais que trabalham para que a folia ganhe as ruas. Este ano, não será diferente, e até o final da primeira semana de janeiro, serão divulgados a arte e os pontos de venda das camisetas.

Segundo Juliana, o valor de R$ 40, o mesmo praticado em 2020, será mantido e todo o arrecadado será revertido integralmente para os profissionais envolvidos com o Carnaval. Além disso, durante a live do dia 14 de fevereiro também haverá arrecadação para este fim. “A intenção não é acumular lucro, é arrecadar pra repassar para os trabalhadores, nesse ano não vamos ter gastos, mas temos o compromisso com as pessoas que trabalham com a gente no sentido de tentar fortalecê-los”. 

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