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Foto: Chico Peixoto/LeiaJáImagens/Arquivo

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Do ritmo marcado pelos elementos percussivos, uma expressão cultural de maior prestígio em Pernambuco, dividindo espaço com o Frevo, seja de Baque solto, com a presença dos caboclos de lança, ou de Baque Virado, que tomam em cortejo as ruas do Estado, o Maracatu é celebrado nesta quarta-feira (1).

O Dia Estadual do Maracatu, instituído desde 1997 através da Lei Nº 11.506 pela Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), exalta a manifestação cultural pernambucana afro-brasileira. A data faz referência ao aniversário de nascimento do Mestre Luiz França, que esteve à frente do Maracatu Leão Coroado por 40 anos.

Para comemorar a data, a Associação dos Maracatus de Olinda (AMO) organizou um grande cortejo, que terá concentração, a partir das 18h, no Largo do Amparo, e saída, em direção a Quatro Cantos, às 18h30. Na ocasião 13 grupos se apresentarão, entre eles estão o Maracatu Leão Coroado, Maracatu Nação Pernambuco e Maracatu Nação Baque Forte.

O Mestre Ivanildo de Oxossi, fundador do Maracatu Nação Estrela de Olinda, ressalta que a data é importante para a continuidade da tradição que resiste e se renova. "Nesta data iremos mostrar para o público e as autoridades governamentais que a cultura é fundamental, não só para os maracatus, mas também para o Estado de Pernambuco. A cultura atrai o turismo. O Maracatu, assim como o Frevo, atrai milhares de pessoas de outros Estados, que têm o contato com essa linda e admirável tradição deixada por nossos ancestrais", pontua.

Fábio Aurora, Presidente da Associação de Maracatus Nação de PE (Amanpe), também afirma que o dia é de grande relevância para a divulgação e ensinamento da real história das Nações de Maracatus. "Atualmente, há muitos maracatuzeiros que nem sabe sobre este dia e muito menos porque é comemorado nesse dia, porém de certa forma é uma conquista e um reconhecimento de que maracatu não é apenas carnaval, mas uma entidade que todo ano desenvolve ações positivas em suas comunidades", destaca.

No entanto, a data também é momento de reflexão. Sendo o ritmo uma das expressões mais populares e conhecidas do Estado, os grupos ainda encontram dificuldades para se manterem e terem o devido reconhecimento. “Não é fácil fazermos esta cultura e levarmos esta brincadeira, que ao mesmo tempo é a nossa história, para as ruas sem apoio governamentais. Só temos este tipo de ajuda pelo Carnaval, mas temos que esperar entre quatro e cinco meses para receber o pequeno cachê, que será usado para o pagamento das pessoas que desfilam, as costureiras, enfim, a todos que participam da nossa brincadeira”, explica o Mestre Ivanildo.

Na última terça-feira (31), o presidente da Amanpe enviou ao LeiaJá fotos que mostram o conjunto de estátuas, que representa uma Nação de Maracatu, localizado próximo ao Pátio do Terço, área central do Recife, com sinais de vandalismo. "Foi levado o estandarte, um personagem junto com palio (Guarda sol acima do Rei e Rainha), acredito que também levaram um instrumentos de personagem do fundo. Isso foi o que comparei com fotos antigas", alegou em entrevista ao LeiaJá.

Fábio descarta que o ato tenha relação com intolerância, mas com o fato da ausência de segurança no local. "Pessoalmente eu não  creio que o vandalismo foi realizado devido à intolerância, mas sim pela falta de segurança e descaso. Uma vez que acontece qualquer vandalismo com outras estátuas é feito um furdunço, em que as autoridades realizam reparos imediatamente, mas como se trata de Maracatu, manifestação de negro e pobre, jamais foi vinculado algo sobre o assunto, lamentável", afirma.

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